Mutirão pela Inclusão Digital visita escolas e instituições participantes.

Com o objetivo de conhecer o contexto no qual os usuários das oficinas do Mutirão pela Inclusão Digital estão inseridos, a equipe de trabalho do projeto realizou, nesta semana, visitas às escolas e instituições participantes. O Mutirão pela Inclusão Digital é uma atividade desenvolvida pelo curso de Ciência da Computação da Universidade de Passo Fundo e realizando um trabalho multidisciplinar a partir da participação de alunos dos cursos de Ciência da Computação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Tecnologias de Sistemas para Internet, Pedagogia, Serviço social e Jornalismo. O projeto desenvolve oficinas de informática e cidadania com grupos em vulnerabilidade social desde 2004.

De acordo com o professor Adriano Teixeira, coordenador do projeto, este trabalho é voltado especialmente para os monitores das oficinas. “Para que a gente possa proporcionar um processo de inclusão digital verdadeiro, que considere as diferenças e a cultura dos alunos, é fundamental conhecer o local onde os participantes das oficinas estudam e vivem”, explica Teixeira.

Na quinta-feira, 02, os alunos da Escola Helena Salton receberam os visitantes mostrando seus ambientes escolares preferidos: a biblioteca, a sala de informática e a quadra de esportes. Na Escola Estadual de Ensino Fundamental de Passo Fundo, que realiza o programa de educação em turno integral, o Mutirão conheceu as sala de artes, teatro, xadrez e marcenaria, podendo conhecer um pouco mais sobre as outras atividades que fazem parte do currículo dos alunos.

“Os alunos se sentem muito orgulhosos em receber esta visita, pois como eles sempre vão até a UPF para participar das oficinas, com esta ação eles se sentem valorizados”, explica Loreci Longhi, Diretora da Escola Estadual de Ensino Fundamental de Passo Fundo. O Mutirão pela Inclusão Digital ainda visitou, na mesma manhã, a Escola do Hoje, também de turno integral.
Na manhã de sexta-feira, 03, os monitores foram conhecer as dependências do Centro de Atendimento Socioeducativo – CASE, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Arlindo de Sousa Mattos e o pavilhão onde se desenvolvem as atividades do grupo Tranformação em Arte. No último, além de visitarem o local, foram esperados com uma apresentação de percussão e roda de capoeira, duas das ações que fazem parte do projeto articulado pela Cáritas Diocesana, Notre Dame, ASSEC, Instituição Menino Deus e Instituto Sagrada Familia (ISAFA).

O Tranformação em Arte atende aproximadamente 50 crianças em situação de vulnerabilidade social, realizando oficinas em período inverso ao de estudos na Vila Popular, desde 2008. A formação de cidadãos conscientes e participativos na sociedade através do desenvolvimento de atividades como dança, capoeira e percussão é o foco do projeto, que utiliza soluções ecológicas e criativas, como o uso de latas de tinta e garrafas PET nas oficinas de percussão.

Carolaine Godoi, 11 anos, faz parte do Tranformação em Arte e participa das oficinas de informática e cidadania do mutirão e conta que o que mais gosta nas aulas é a utilização do bate-papo: “A gente pode falar com várias pessoas ao mesmo tempo”, conta. Este é o primeiro ano de parceria entre o Tranformação em Arte e o Mutirão pela Inclusão Digital.

O grupo de monitores avaliou a atividade, em seu terceiro ano de realização, como positiva. “As visitas são importantes pois possibilitam uma aproximação entre os monitores e os alunos. É neste momento que conhecemos a realidade e o cotidiano dos alunos que participam das atividades do Mutirão, possibilitando uma visão diferente do contexto em que eles vivem”, coloca Alessandra Camargo, estagiária de Assistência Social do projeto.

 

 

O Mutirão pela Inclusão Digital

O Mutirão pela Inclusão Digital desenvolve suas oficinas de informática e cidadania, com foco em grupos de usuários da política de assistência social, desde 2004, com formação de mais de 40 turmas. O projeto desenvolve um trabalho multidisciplinar realizado por professores e estagiários de diversas áreas como ciência da computação, pedagogia, serviço social e jornalismo, sendo coordenado pelo professor Adriano Teixeira. No último ano o mutirão formou 332 alunos.

Em 2011 participam das oficinas internos do Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) e participantes da Divisão de Atenção À Terceira Idade – DATI, assim como um grupo de surdos e alunos da Escola do Hoje, Escola Municipal de Ensino Fundamental Arlindo de Sousa Mattos, Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Helena Salton, Escola Estadual de Ensino Fundamental Passo Fundo e o projeto Transformação em Arte.

Concomitantemente às oficinas, o grupo solidifica sua relação com a pesquisa, com o ensino e com outros projetos de extensão. Na pesquisa, coopera com o Grupo de Estudo e Pesquisa em Inclusão Digital que desenvolve inúmeros projetos de pesquisa de graduação e de pós-graduação junto às oficinas. Ainda, é co-executor dos Seminários Regionais de Inclusão Digital e Software Livre – atualmente em sua sexta edição – e colaborador do Projeto Kit Escola Livre – Kelix, que consiste em uma coletânea de softwares educacionais livres atualmente utilizada pelas escolas municipais de Passo Fundo. Por fim, no ensino, o projeto é espaço de realização de trabalhos de conclusão de curso de graduação.

  • Viapiana

    Estas visitas às instituições que participam do mutirão neste ano foi muito interessante. Nós conhecemos os alunos que vem até a UPF, mas não conhecemos o local onde eles estudam, onde eles vivem o resto da semana, os colegas de escola, os professores, o bairro deles. Então esta visita nos permitiu conhecer esta realidade. O “mundo UPF” é uma bolha. Não podemos nos iludir com o que a gente costuma ver aqui, com os alunos que nós costumamos a ver circulando aqui. É uma outra realidade. Ou não é a realidade.

  • Enilde da Silva Lima

    Gostei muitíssimo, ese me permite  estarei aprendendo neste mutirão.